segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

CAI A NOITE


Felizes. Porque, ao fundo de si mesmos, 
cheios andam de quanto vão pensando. 

E, disso cheios, 
nada mais sabem. Dão para aquele lado 
onde o mundo acabou, mas resta o eco 
de o haverem pensado até ao cabo 
e irem agora criar o movimento 
que subsiste no tempo 
de o mundo ainda estar a ser criado. 

Por isso são felizes. Foram sendo 
até, perdido o tempo, só em memória o estarem 
                                                                   [habitando. 

Fernando Echevarría

Sem comentários:

Enviar um comentário