terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

SOMOS TODOS IGUAIS?

Dia desses reafirmei uma verdade que só quem tem blog, sabe: nos comentários está a riqueza de um post. O Veneno Veludo é um microblog, pouco conhecido, porém, muito bem frequentado, tanto pela qualificação dos colaboradores que assinam a redação dos posts como quem nos visita, sempre. Mas há também o outro lardo, o dark side, aqueles espíritos-de-porco que, sabe-lá quanto tempo inútil dispõem em suas vidinhas, preferem gastá-lo com dizeres que não apenas nada acrescentam como denotam, em registro no espaço de comentários, toda a baixura de suas mediocridades. Esses vão para o spam. Alguns, por conteúdo mais "pesado" e até mesmo nomes, eu deleto logo - preservando obviamente, a cópia que segue por e-mail - pois internet não é tão confiável assim, se "vazar" por aí...! 

Pois bem, uma dessas personalidades disfuncionais que pululam pelo planeta, infelizes em sua própria miséria propagada sem inteligência e com grande insistência, posto que está sempre por aqui, disse lá nos comments algo pejorativo sobre "homens são todos iguais". E mais recentemente, repetiu o argumento. Da primeira vez, lembrei-me de um post antigo em que esta que vos fala defende o contrário: personalidades não se repetem. De lá para cá, nada aconteceu nesse universo que me tentou a mudar de opinião. Pessoas não são iguais, por mais que algumas sejam mais iguais que as outras. 

Fossem todos iguais, não seriam diferenciados José Dirceu de Roberto Campos. Haveria no mundo um Gandhi e um Osama Bin Laden? Se todos são iguais, nada difere Margareth Thatcher de Maria Antonieta? Se somos todos a mesma coisa, como explicar que estepaiz viu Rui Barbosa e vê Lula? Se no fundo todo mundo é igual a todo mundo, como se explica Johann Sebastian Bach e Michel Teló? Como faz com um mundo em que todos são iguais e nele existem Carlos Santana e Latino? Não compreendo a premissa de todos serem iguais e eu mesma ter conhecido, na mesma "encarnação", Led Zepelin e Restart. Que tal Janis Joplin e Cláudia Milk? Muito iguais são Quentin Tarantino e Manoel Carlos, Machado de Assis e Paulo Coelho. Somos todos tão iguais que a Fiat fez o comercial com o Igor Macchi e Dustin Hoffman.


Somos todos iguais? Então me explica porque eu sou totalmente o seu oposto, milady! (É uma dama, a figura que bem assombra o blog com as suas "ideias"). O DNA determina, os valores moldam. Cada um escolhe sua conduta. É o olho humano, a mente humana, a ação humana, movidos pela bondade ou pela maldade. E o mal, assim como o bem, são valor es individuais, não são de uma sociedade que torna, a todos, indistintamente iguais. O homem põe, Deus dispõe. E cada um é o que é, sem negar sua própria essência. 

A paz diante do espelho é uma expectativa nula, ficção fugidia para o fugaz ser miserável que, pela incapacidade de se ver como é, desnudar-se e assumir sua própria responsabilidade por cada um de seus atos, prefere tentar convencer alguém que outro alguém é tão medíocre como a sua própria alma, seu próprio pensamento, sua própria conduta. Não somos todos iguais, não são as pessoas todas iguais, nem mesmo os (mal) falados homens. De perto, cada um é o que é. Cada um, um caráter. Cada um, uma vontade. Cada um, um realizador. De perto, o que é singular, inabalavelmente único, é merecedor do meu respeito. E do meu orgulho. Eu sou tão diferente de quem assevera que todos são iguais, que penso, avalio e decido por mim mesma, o quanto somos , ainda bem, tão diferentes. 

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2 comentários:

  1. Excelente. Faço minhas as suas palavras. E ter o Pink Floyd de imagem foi o must.

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  2. Fantástico! Ainda não havia tido o prazer único, singular, distinto, ímpar de ler esse texto tão seu.

    Igualzinha a você, Regina, só você!

    Parabéns!

    Fábio.

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