quinta-feira, 8 de março de 2012

CAI A NOITE

Naquela rede preguiçosa Recostado
Horizonte a deitar no chão recebendo noite
Meus olhos, coisa rara, capturam o teu olhar
Lento sorriso os teus lábios formam
Natural beleza, tanta, faz-me entreter nesta vista!
Posso cair-me no abismo que me arrasta forte 
Posso nos teus olhos perder-me 
E prender-me em teu olhar
Se já não são os teus olhos um santuário 
Do caminho que me descubro e encontro
O teu poder de me adonar

Maliciosa venço o caminho do vento
Rompo o espaço até a distância de um abraço
Posso nos teus olhos o verbo capturar
Aquele que conjugas na tua pele,
Dentro de mim, da cor exata dos meus carinhos
Se já não são os teus olhos tudo que dá
Deleitosas fagulhas a me gelar e incendiar
Posso com teus olhos qualquer palavra desenhar
Se já não são os teus olhos, nesta tarde sussurrada
O nascer de um poema puro, a declarar
O amor que em teus olhos há.

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