quarta-feira, 7 de março de 2012

A FÉ PROIBIDA

"Sujeito que se incomoda porque vê um crucifixo (ou uma carranca) na sala de audiências certamente precisa tratar sua hipersensibilidade." [Renato de Melo Filho]

A propósito da decisão do TJ-RS de acatar pedido de uma "Liga Brasileira de Lésbicas" e outras entidades para que sejam retirados todos os crucifixos e outros símbolos religiosos das repartições da Justiça do Estado sob a justificativa de que o estado é laico, republico, abaixo, este texto do BSchopenhauer, escrito há 11 meses, por ocasião da Semana Santa. 

Essa ação do TJ-RS nada mais é do que a cessão da Justiça à uma obsessão típica dos estados totalitários: sob o argumento de um suposto "estado laico", a proibição dos símbolos religiosos, em geral. Porém, em particular, engrossa-se o coro da perseguição, no Brasil e no mundo, ao cristianismo, uma vez que o símbolo religioso mais comum, aceito e utilizado inclusive por quem não é praticamente da fé cristã, é a Cruz, o crucifixo. 

O estado, que em tudo se intromete - mas em nada é eficiente - promove sua entronização como o único deus possível. O estado, através das minorias esquerdistamente preconceituosas, arranca via Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a condição de substituir os ensinamentos religiosos - quaisquer que sejam as religiões - mas fundamentalmente, a Bíblia, pelo programa do partido que nos desgoverna. As profissões de fé (orações, mantras, etc.) de cada religião, pelo Hino da Internacional Socialista. Imagem? Ora! Apenas que representar o deus-governo!

NÃO SER CRISTÃO NESTEPAIZ
Por BSchopenhauer
Há não muito tempo, a experiência de viver uma Sexta-Feira Santa era reclusão, oração, meditação, comedimento de palavras, pensamentos, gestos, além de não se realizarem atividades as mais corriqueiras como varrer o chão de casa, lavar e passar roupas, usar faca para cortar alimentos etc.
Tempo diferente, no qual ser Cristão era praticamente um fato natural para os brasileiros. Nascia-se sendo. Além de consubstanciar um feixe de valores positivos pessoais, familiares, sociais, que, se não eram plenamente alcançáveis, senão pelo próprio Cristo, Nascido e Renascido, representavam um norte transcendente.
Hoje, parece que muito da naturalidade e dos valores positivos de ser Cristão esvaíram-se, na “modernidade” dos costumes, das ideologias, como também nos mais prosaicos afazeres do dia-a-dia, nas preocupações com a sobrevivência material, nos deleites materiais, pura e simplesmente.
Como efeito, atualmente, quantos brasileiros não reduzem a experiência de viver a Sexta-Feira Santa a comerem peixe, caírem na estrada com os seus veículos adquiridos a prestações a sumirem de vistas, aprazerem-se com o feriado prolongado? Isso, na melhor das hipóteses.
Na pior hipótese, aqueles valores positivos pessoais, familiares e sociais que constituíam a naturalidade e a experiência de ser Cristão dos brasileiros, são, simples, ordinária e sistematicamente desprezados, atacados eliminados da vivência. Em seu lugar, entronizam-se a falta de valores, as novas práticas, e os novos costumes destepaiz e do seu respectivo "povão".
ARQUIVO:
VIDA, VALOR ABSOLUTO
CRUCIFICAR
Look into my eyes
You will see what you mean to me 
Just search your heart, search your soul 
And when you find me there 
You'll search no more 

Don't tell me 
It's not worth fighting for 
You can't tell me 
It's not worth dying for 
You know it's true 
Everything I do, I do it for you

(A escolha do clip que une uma música pop, não religiosa, e cenas do controverso 
Paixão de Cristo, de Mel Gibson, foi de propósito. Quem tem tecla SAP...)


2 comentários:

  1. Colocar a carranca no mesmo texto diz tudo. Dispensa cometários. Que idéia de jerico.

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  2. Recado aos católicos portoalegrenses que por aqui passarem: no próximo domingo (11/3), 9:30, na Igreja São José (Av. Alberto Bins), recomeçam as missas no rito Tridentino (pré-conciliar, em latim, oficiada "versus Deum"). Pelo menos há alguma resistência dentro da Igreja ("Tu é minha fortaleza").

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