sexta-feira, 6 de abril de 2012

CAI A NOITE

Volto a murmurar sussurrada canção
Das tantas coisas que nos passam
Pela vida - e tão poucas ficam pelas mãos
Do muito que me dás por tão pouco
Que te ofereço
Uma súplica sentida para que me reconheças
Imperfeita a tomar tempo do teu coração
Mas com uma pausa - na minha pele
A entregar-te sobre mim - como sou

Cheia de reservas - até de ti que brilha,
[Estrela única, solitária - No meu universo]
Fechada em botão, me recolhi - a porta da frente
Grades de ferro, dobradiças enferrujadas
Até que A Coragem encarnada chegasse - Tu
Adentraste por tua conta e risco
Silêncios de veludo, teus passos em teus sorrisos
Rastros profundos de tuas pegadas
Impressas em mim as tuas marcas - eternas
E já impossíveis. de serem apagadas.

Vieste com os grãos do tempo - fecundos
Para alimentar as minhas lendas - conheceste
O lugar que a este meu conjunto de sentidos
Os afetos abriga - e a paixão que me personifica
Decifraste o molde do meu espírito e entusiasmo
E cada vez mais, que qualquer outro penetrante
Consciente e constante - me compreendes
Tu que encontraste aquela que vivia, escondida
Está. Para sempre, permanecerá.

Do passar do meu tempo, em ti - presa
Ao teu verbo, tua vogal aberta
Sob o céu que nos modela os ombros
O riso do vento leve que me solta os cabelos
Em teu rosto
De tudo da vida que vivemos e que vem,
Ao nosso encontro 

- Como dizer não? - Se somos nós dois! 
Não resisti - A ti, me rendi.

Quando eu canto e conto-te meu segredo
A dantes inamovível porta é aberta - Revela-te
O que me há, o que me faz, o que dentro me sustenta
A minha palavra já tornada tua, 

Minha essência por ti capturada -
Tu que já me habitas, inteira - me ocupas
Por tua conta e risco sob minha pele - respiras
E somos um, dentro dela.

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