sexta-feira, 13 de abril de 2012

CAI A NOITE


Se tu és o vento que areja a tarde
Sou tua varanda que espreguiça
Se tu és o horizonte que se deita
Sou teu sereno das madrugadas.

Se tu és o sol que se levanta
Sou teu escudo da noite
Se tu és fogo no trigo
Sou teu pão, na mesa servido.

Se tu és o aprendiz do teu filho
Sou tua raiz no quintal de casa
Se tu és a terra fecunda de ideias
Sou tua cesta para as frutas, no pomar.

Se tu és a terra de heróis
Sou tua pena, no pergaminho
Se tu és luz de honra e justiça
Eu sou tua sombra, ao meio-dia.

Se tu és o altar de pedra
Sou teu punhal de sangue
Se tu és o fogo da retidão
Sou tua canção, pelo caminho.

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