quarta-feira, 4 de abril de 2012

WATERFALLGATE E OS CHEQUES EM BRANCO

Aproveitando que:
1. Teoria do ciclo eterno: tudo nestepaiz se repete, se repete, se repete, e mata minha liberdade criativa: para que escrever, apenas com outras palavras, o que já foi dito?
2. As reedições de 3 anos do blog.
3. A diferença entre o modus operandi no trato das questões de corrupção nestepaiz, tanto no lado de quem pune, quanto de quem NÃO INVESTIGA. 

WaterfallGate x o resto de CorruPTópolis: Em entrevista à TV Anhanguera/Globo, o governador de Goiás, Marconi Perillo, fala sobre a exoneração de sua chefe de gabinete, que possuía um dos aparelhos Nextel by Carlinhos Cachoeira. Se fosse algo parecido nas hostes do desgoverno das Trevas, a(o) acusada(o) ficaria por meses recebendo cheque em branco dos chefes, não sem antes, muito silêncio entre os mesmos. Não se lembra de nada parecido? Ah, vê aí abaixo. É de 2011, do PalocciGate. Nem farei revisão, nem "atualização" do texto. Porque nestepaiz, nada é "como nunca antes".

O Expirado, aquele que desgovernou estepaiz por oito anos, colecionando escândalos dos mais diversos naipes, montados em salas do quarto andar do Palácio do Planalto, onde funciona a Casa Civil, já deu "cheque em branco" para quase toda sorte de "elementos" que faziam parte de seu desgoverno. O talão do homem não tem fim, e pelo que consta, a conta-corrente deve ter fundos ilimitados, pois Antônio Palocci, o primeiro-ministro do atual desgoverno da Idade das Trevas III, descontou o dele. Vinte vezes.


É a inacreditável lógica petista, aquela que determina que quem é de seu bando não é "pessoa comum", portanto não deve nada a seu ninguém, muito menos, qualquer explicação à Justiça. Foi assim com o companheiro Sarney, com Renan Calheiros. Erenice Guerra provou da benemerência reservada aos incomuns, bem acima dos 6% de suas taxas de sucesso. Delúbio Soares, operador do mensalão da Sofisticada Organização Criminosa de José Dirceu, recebeu indulto, voltando à casa petista com festa, pompa e circunstância.

Inútil nestepaiz invocar leis, Constituição Federal ou coisa que o valha. No entanto, o ministro-chefe da Casa Civil teria, na falta de obrigação legal, a obrigação moral de explicar, em detalhes, o seu enriquecimento muito acima dos padrões normais até para grandes empreendedores. Para isso, precisaria ter e fazer uso, desse valor que a maioria de nós aprendeu a ter desde o berço: decência. Não tem, nem ele, nem o desavergonhado desgoverno, que manobrou na Câmara dos Deputados, cancelando todas as sessões das Comissões daquela Casa, para evitar que Palocci fosse convocado a prestar esclarecimentos sobre seu.... sucesso no mundo dos negócios privados, digamos assim.

Como diz BSchopenhauer, é impressionante como estepaiz suporta estepaiz! O desgoverno petista tem maioria absoluta nas duas Casas representativas. Poderia vencer "no voto", derrubando qualquer requerimento de convocação do seu rico ministro. No entanto, até dentro da "Casa da Democracia", o PT manobra com métodos de ditadura. Dissolver comissões está a quantos passos de dissolver o Congresso, em si? O quê? Eu não me espantaria...

Por obra e graça do método esquerdistamente preconceituoso e excludente de criar castas para "lutar por conquistas", estepaiz está tão mergulhado no discurso de que é preciso TER DIREITOS, que ninguém mais fala em TER DEVERES. Esse é o principal objetivo desse tipo de política social: destruir os conceitos morais, e por que não, da legislação, que estabelecem os deveres do cidadão. Através do controle da massa pela propaganda de que a felicidade lhes é devedora, e por isso, ela, a massa, carece de direitos, vai estabelecendo sua ideologia. Enquanto estão ocupados na luta por seus "direitos", vão desconhecendo suas obrigações cívicas, legais e morais. Lei, na minha ignorância politicamente incorreta, existiria para estabelecer limites. No conceito petistamente correto, a lei torna-os elásticos, mas apenas para determinados grupos de seu interesse.

Se o cidadão não se sente imbuído da obrigação legal e moral do cumprimento dos próprios deveres, não cobrará, jamais, das cavalgaduras que nos desgovernam, para que cumpram com os seus. Princípio basiquinho de regimes totalitários insidiosos, que se instalam sorrateiramente e não pela força de armas. Incrível como suportamos que as gerações sejam formadas cada vez mais com cada vez menos capacidade de pensar sobre tudo o que lhes é imposto. Num país em que o seu Ministério da Educação reverencia o erro e os professores do ensino fundamental idolatram "pensadores" como Marcos Bagno, sem ter noção da obra de Rui Barbosa, como esperar que universitários conheçam Alexander Solzhenitshyn ao invés de... Marilena Chauí? 

Temo que o Brasil não saia mais desse ciclo imbecilizante, imoral e criminoso que se instalou nos últimos 9 anos. E a que preço? Ora, preço de um cheque em branco, passado de bom auto-engano via voto, nas urnas de todo país! O cheque será descontado. Muito será pedido, de todos, para pagar essa fatura, que segue para os bolsos petralhas, com vigor. 

"Passamos tanto tempo enfatizando direitos, que negligenciamos o ensino de obrigações. A quem muito foi dado, muito será pedido”. (Solzhenitsyn)

2 comentários:

  1. Cara Regina.

    Vivemos na prática a lei do eterno retorno que Nietzsche escreveu em assim fala zaratustra. Presos em um ciclo infinito, não há nada que possamos fazer para mudar, mas apenas viver como se cada atitude que fosse se repetir na eternidade valesse a pena ser repetida. Não escapamos do ciclo, mas sabemos que nossos atos terão o brilho do divino, a luz dos guerreiros. Os petralhas viverão eternamente a maldição de serem ladrões, criminosso torpes e em alguns casos assassinos e isso se repetira também na eternidade. Já serão amaldiçoados antes mesmo de cometer cada pecado...

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  2. O caso do Demóstenes é escabroso e inexplicável. Diria até chocante e decepcionante para os que acreditavam no seu alter-ego. Mas fosse ele da hostes da corja, estaria perfeitamente blindado e seus diálogos com cachoeira nada mais seriam que conversas entre amigos que respeitam a intimidade um do outro.

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