sexta-feira, 29 de junho de 2012

DIÁLOGO SOBRE BELEZA

Beleza é forma, é fórmula, é fascínio. Eleva, conduz, aprisiona, mente e os olhos. 
Beleza fala aos sentidos, os faz pulsar, ressaltando cada um deles - sentir é o sentido, afinal! A beleza óbvia, escraviza-os. E, escravos, torna-os empobrecidos, em si. Mas a beleza essencial, essa os estimula.
O olho descobre: um traço, um ponto, um aspecto. Se sutil, melhor. Se depende do ângulo, interessante! É a beleza que encanta, conquista. Domina, e liberta. Libertos, torna-os, aqueles todos os sentidos enriquecidos, em si. Não é óbvia, a beleza que alimenta. Contrasta, corteja, agrada e encanta.
Beleza de outono em olhos inquietos, leva aos ossos da face, linhas retas que enquadram a fotogenia em seu devido lugar e à todas as telas, obedece. Beleza no maxilar voluntarioso, ângulo atrevido em sobressalto à frente, ao caminho, à procura, à necessidade. Ao encontro.
Beleza, enxuta, músculo bruto, cheio de força,. E forte, transpassa corpo, espírito e mente. Transcende inteligência e abstrações. É capacidade. É física. É humana. É carnal, é mortal.
Sem a obviedade, livre, volta, para dominar os mesmos sentidos se sempre, cinco. Beleza é corpo, é tato, é cheiro, é sabor. Beleza não é a essência, é essencial. É razão, divina, é o óbvio, aprisionado. Mas essa beleza, não é para qualquer olho.
[Este post é uma reedição, com alterações, de "Sem Obviedade", do ano passado, mesma ocasião, mesmas razões: contagem regressiva, 7]

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