quinta-feira, 7 de junho de 2012

É QUE A VIOLA



Corre um boato aqui donde eu moro 

Que as mágoas que eu choro 
São mal ponteadas 
Que no capim mascado do meu boi 
A baba sempre foi
Santa e purificada

Diz que eu rumino desde menininho 
Fraco e mirradinho 
A ração da estrada 
Vou mastigando o mundo e ruminando 
E assim vou tocando
Essa vida marvada

E que a viola fala alto no meu peito humano 
E toda moda é um remédio pro meu desenganos 
E toda magoa é um mistério fora desses planos 
Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver 
Chega la em casa pro uma visitinha 
Que num verso ou num reverso da vida inteirinha 
Há de encontrar-me num cateretê

Tem um ditado dito como certo 
Que cavalo esperto 
Não espanta boiada 
E quem refuga o mundo resmungando 
Passará berrando
Essa vida marvada

Cumpadi meu que envelheceu cantando 
Diz que ruminando 
Da pra feliz 
Por isso eu vagueio ponteando 
e assim procurando
Minha flor de lis

E que a viola fala alto no meu peito humano 
E toda moda é um remédio pro meu desenganos 
E toda magoa é um mistério fora desses planos 
Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver 
Chega la em casa pro uma visitinha 
Que num verso ou num reverso da vida inteirinha 
Há de encontrar-me num cateretê

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