sexta-feira, 27 de julho de 2012

ANTES QUE O MENSALÃO TERMINE

Assunto da hora, folgo em saber (e isto não é uma ironia): mensalão, o julgamento. Enfim, na próxima semana, 02 de agosto, inicia-se o julgamento dos responsáveis pela registro da impressão de suas sujinhas mãos naquele que para muitos é o maior escândalo de corrupção ocorrido nestepaiz. Honestamente, in my opinion, aqui em CorruPTópolis, estepaiz que o PT erigiu no lugar do Brasil, o maior escândalo é sempre o próximo, conto como tão certo quanto a morte e a misericórdia de Deus. 

Cá nessas terras morenas, a corrupção ocupa todos os espaços da vida, deixando de ser parte acidental, desviada, obra do acaso com a oportunidade para alguns homens, para lhes tornar essencial. A forma arquitetada com que deu-se o mensalão nada mais é do que a sistematização dessa corrupção, com regras, organogramas, calendários. Uma possível absolvição - diz a minha intuição somada à leitura dos fatos e conhecimento de "causa" - significará, definitivamente, a descriminalização prática da corrupção. 

Nestepaiz não existem inocentes. Todos são cúmplices. É dolosa a confusão entre interesses da imprensa genuflexa voluntária e do desgoverno da Idade das Trevas. A própria presidente da República ordenou que ninguém comente nada sobre "mensalão". O assunto da hora é dominado, no momento, pelas teses dos advogados de defesa dos réus, aqueles 39 liderados por Zé Dirceu, o chefe da Sofisticada Organização Criminosa, como bem tipificou o então procurador-geral da República, Antônio Fernando Sousa, responsável pela investigação. Ah, perguntar-me-ão alguns, não é para "dar voz" à esses? Sim, é. Dentro do que seria a normalidade de uma cobertura isenta, evidentemente que sim. Tanto quanto dar voz à quem investigou, identificou os crimes e ofereceu a denúncia. 

Li críticas, dia desses, à iniciativa da Procuradoria Geral da República em criar, em seu portal na internet, um sítio de notícias exclusivamente sobre a Ação Penal 470 - o mensalão - sob a alegação de que seria "condenação prévia". Ora, ora, ora! Pois se não é o Ministério Público Federal o autor da denúncia e o PGR Gurgel em pessoa o responsável pela acusação durante o julgamento? 

Evidentemente que a iniciativa da PGR é excelente - e este blog, desde a primeira hora, incluiu o link supracitado nas indicações que vivem na coluna à esquerda. Nada de condenação prévia, é apenas o direito de informar à sociedade sobre a peça acusatória, que faz parte do processo tanto quanto o exercício da defesa dos réus, garantidíssima pela Constituição Federal e exercida, como sempre é nesses casos de "figurões", pelo que há de melhor na advocacia especializada nesse tipo de defesa. 

O mensalão não é um caso simples de "Justiça". Antes, é por sua própria natureza, um grave caso político. O julgamento em si deverá ser, como todos, à luz das leis. Porém, sabemos você, eu, a torcida do Flamengo e os peixinhos do mar que o STF não sofre apenas influência do aparelhamento ideológico. Sofre também do partidário, e este, explícito principalmente na pessoa de Sua Excelência Togada o Dias Toffoli, dos mais íntimos das hostes petistas do inferno, e mais, dos responsáveis diretos pelo mensalão. Suspeito? Nó! De jeito nenhum, imagina! Suspeita sou eu ao "julgar" se um filé é bem-feito ou não.

Não obstante, para boa parte dos que se vêem de alguma forma mais ao lado da criminalidade do que aquilo que for a bem da transparência, suspeito é apontar o mensalão como crime, tanto quanto Looola sentenciou, à época, bem ao lado do seu "eu não sabia", que o mensalão não existiu, sendo apenas um golpe contra seu governo. Tese por sinal bem comprada pela imprensa genuflexa altiva e muito pró-ativa diante dos seus governistas de estimação, trabalhando pela desinformação. 

Por que é importante informar a sociedade, ao máximo? Já não somos por demais um povo inerte, quando muito levantando a retórica do "até quando"? Não estão nossas instituições democráticas enfraquecidas, como Congresso Nacional que há muito é desmoralizado por suas próprias práticas, e pela falta de uma legítima oposição capaz de reagir às estratégias que servem ao Planalto? Esta é a receita da desgraça destepaiz. Já vivemos sob as características de um regime totalitário. Não vê quem prefere a ignorância. Falta a formalização deste na também desmoralizada Constituição Federal, e as prisões por crime de opinião, contra o regime. 

As gerações que sucederão já estão destruídas: o exército de incapazes tão sonhado por toda doutrina esquerdistamente totalitária já foi estruturado. Vide MEC analfabetizante e, só pra citar um caso recente, universitários maconheiristamente aluados, a serviço do Partidão. Quanto maior a desinformação, melhor para a completa instituição desse regime. O cidadão de bem precisa saber o que a corrupção tem a ver com o seu dia-a-dia, e a forma como o mensalão, literalmente, rouba-lhe os direitos fundamentais aos serviços que deveriam ser entregues pelo estado, através do governo. A corrupção incide na vida de cada um tornando o país muito mais caro e muito menos operante. 

Enquanto o domínio da desinformação der as cartas em favor dos desmandos que grassam todas as instâncias governamentais, restará a nós impostuintes esperarmos pela sorte e a misericórdia Divina. As perspectivas de o indivíduo ter uma vida nestepaiz não são nada animadoras. É preciso contar com as inconsistências do destino a nos livrar da violência urbana, já que o estado, com sua fixação patológica pelo crime, além de nos proibir o direito à legítima defesa, não apenas confisca os recursos para investimentos na área da persecussão penal como também atua através de alteração de leis que beneficiem bandidos, tal qual solturas de condenados para a "convivência em sociedade"; propostas de emendas, como a infame PEC 37 que pretende impedir que órgãos independentes como é o Ministério Público, promova investigações criminais que consubstanciem elementos legais para a acusação dos mais variados crimes, principalmente os de corrupção. 

Se não for vitimado por um criminoso, o cidadão precisa rezar para não adoecer, pois, necessitar do serviço público de saúde, o famigerado SUS, é entrar na lista de marcados para morrer: falta de atendimento, péssimas condições de tratamento e até proibição de entrega de medicamentos para doenças graves, a bem do estado, sempre, é regra nessa área. Escapando da doença, a preocupação é com a subsistência no dia-a-dia, já que a inflação é perigo real, imediato e constante; o cremoso Mantega entende tanto de economia quanto eu de aviônica e só com o gogó pretende que estepaiz seja a quintessência do desenvolvimento econômico do universo sideral. 

O certo é que, como bem afirmou Nelson Jobim, os idiotas perderam a modéstia. Claramente se deixam usar e usam, conscientemente, a corruptibilidade dos outros para sua vantagem pessoal ou de seu grupo, sempre em detrimento de um terceiro: o povo. Nunca, jamais, na verdade, eu tive uma visão menos do que realista da conjuntura que nos cerca. No caso do julgamento do mensalão, eu acumulo as minhas tão peculiares dúvidas, e confesso, zero de esperança de que haja alguma punição efetiva para qualquer um dos membros dessa Sofisticada Organização Criminosa. De certeza, só carrego uma: os 'progressistas' da esgotosfera petralha (pagos com o seu, o meu, o nosso dinheirinho via cofres do estado) já, já "promovem" Zé Dirceu o herói do século. Bem como sentenciou DennisD (para quem não conhece, um gênio artístico dos nossos tempos), na manhã dessa sexta, 27: "Ser petista é ver, em cada bandido, um herói da Causa." 

O final de semana chegou, com ele as revistas de praxe. Nenhuma delas com uma super-matéria paga para desmoralizar, antes que o mensalão comece, seus acusadores e julgadores. Nenhuma? Sem problema. Carta Capital tentou, mas é covardia chamá-la de "revista semanal". É panfleto com pouquíssima tiragem, e já devidamente desmentida pelo próprio petismo que serve. No entanto, aquela esgotosfera está aí para isso mesmo. Como estou do lado das mãos sem pó de digitais, fico com a PGR e o link ali ao lado: Ação Penal 470. O mensalão. Abaixo, o programa Interesse Público fala sobre o ponto de vista do Ministério Público Federal, sobre o maior episódio de corrupção de todos os tempos.



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