sábado, 21 de julho de 2012

CAI A NOITE


Meio às carícias do medo
Às dores, cansaços, agonias
A beijar-nos a testa, encontram-nos
- Todos os dias
Aqui e ali, em ternuras
As nossas alegrias!

Meio ao sol envergonhado,
Ou nuvens, céu caído em infinitos
A empalidecer-nos o olhar, persistem-nos
- Tempos vividos
Em todo lugar, em branduras
A razão dos nossos sentidos!

Em calma serenada dia, tarde
- madrugada
Somos do tempo o que amadurece
Enorme, diáfano, memória
Incontido, célere ou remido
Dias preenchidos de história
Do que nos encontra, a alegria
Do que nos persiste, o sentido

Confortáveis, desabitamo-nos
Tu apagas o que eu sou - torno-me
Eu em ti, 
Eu reescrevo o que tu és - faço-te
Tu em mim,
E tudo conforme do tempo, a ciência
A luz, o nada, o amor a urgência silencia
A um sorrir do tempo, principia.

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