quarta-feira, 1 de agosto de 2012

CAI A NOITE


Nada há de tão distante
Nada é pequeno ou frágil
Que tu não possas salvar-me
É que falo da constância
Desse nó de cumplicidade
- a qualquer instante

Nada há de tão duvidoso
Nada é tão temido ou incerto
Que eu não possa entregar-te
É que falo da confiança
Essa marca da verdade
- sem enfeite, constante

Falamos nós em frases calmas
Gestos vagarosos, certezas suaves
Encantos nossos que se prendem
- na liberdade das nossas vozes
Em cantos de prosa ou verso
Deitamos nós os nossos véus
Da graça de buscar-nos - consentida
Que avança sem anseio, mansa,
Porque todo o tempo desponta
Nossa vida - no outro - se encontra

2 comentários:

  1. Onde encontro o poema recitado no Saia Justa? Maria Luisa

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    1. Oi Maria Luisa. Desculpe não ter conseguido responder ontem. Por uma dessas inconsistências do destino, não conseguia conexão. A íntegra do poema está aqui: http://www.venenoveludo.com/2012/01/cai-noite_10.html

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