quarta-feira, 26 de setembro de 2012

EM CAMPINAS: VOX POPULI VOX SEM DECORO


Marcos Coimbra, presidente do Instituto Vox Populi, é colunista da Carta Capital (sim, aquele panfleto do PT). Marcos Coimbra, presidente do Instituto Vox Populi, é um tipo de servidor do PT, disfarçado de sociólogo/empresário. E o Vox Populi é um tipo de braço do PT. Assim como o MST/Vila Campesina, que são os aparelhos terroristas de armas na mão, o Vox é a estatística terrorista que serve aos interesses desse partido do Looola e do Zé Dirceu, aquele que é o chefe da Sofisticada Organização Criminosa do Mensalão. Boa coisa? 

Não contesto números. Eles são por demais absolutos para mim, que não me dou com eles - e a recíproca é verdadeira - por isso não os discuto. Desde muito cedo na vida aprendi a não entrar em nenhuma briga onde não haja alguma possibilidade de vitória, e não vou brigar com números. O que eu exponho, e este post trata de um fato e não de uma interpretação minha, como verão a seguir, é o modo como a desonestidade absoluta de quem serve (e se serve) à bandidagem política tem ao seu inteiro dispor, para que os números sejam tão somente o que deseja o gosto do freguês.

Lendo o noticiário campineiro, vi uma notinha num blog regional hospedado no site da BAND, sobre a impugnação de uma pesquisa Vox Populi - olha de qual instituto - em Campinas, SP, a pedido de um dos candidatos a prefeito, Pedro Serafim (PDT). A nota é muito superficial, umas 3 linhas, meio blasé, o que não me surpreendeu, devido as tendências da imprensa paroquial (mas isso é outra história). Confira aqui

A insuficiência de dados na nota e o interesse latente pelo tema me fez sair à caça de boas e legítimas informações, direto na fonte, o TRE-SP, uma vez que sei, tal pesquisa faz parte da série realizada CorruPTópolis afora, encomendada pelo PT mas usando a BAND como a contratante oficial. Não iria perder a chance, portanto, de saber porque um juiz concedeu a liminar - ainda falta julgar o mérito, como praxe - para suspender a divulgação. A fundamentação da ação movida pela coligação do supra mencionado candidato, por si, desnuda o que é o Vox Populi, e como este opera as suas pesquisas para chegar aos números conforme seu contratante. Para o advogado da coligação, Dr. Sérgio Cúrcio, o registro da pesquisa junto à Justiça Eleitoral “padece de gravíssimos erros” que “maculam de ineficácia e invalidade a referida pesquisa eleitoral”. 

A primeira irregularidade apontada pelo advogado é a ausência – no registro na Justiça Eleitoral – dos números do CNPJ tanto da contratante quanto da contratada, o que afronta o disposto no inciso I do artigo 1º da Resolução TSE 23.364.  Segue o advogado apontando uma falha ainda mais grave justamente no quesito metodologia da pesquisa. Ali, assevera, a empresa “não informa a ponderação quanto ao sexo, idade, grau de instrução e nível econômico do entrevistado, que são exigências do inciso IV do artigo 1º da Resolução TSE 23.364”.

Vocês conseguem imaginar uma pesquisa sem a devida extratificação dos pesquisados? Pois é assim que a Vox Populi em questão foi feita. Mas a situação piora, e muito: outro fato considerado erro grave no registro da pesquisa, segundo o dr. Cúrcio, é que “há erro de informação da quantidade de entrevistados, uma vez que constam do seu registro duas informações numéricas diversas – uma de mil entrevistados e outra de seiscentos – em flagrante afronta ao disposto no inciso III do artigo 11 da Resolução TSE 23.364”. Esse negrito (todos são meus) mostram bem o diversionismo do "método"! Como assim? Oi, oi, oi? Duas informações acerca da quantidade de entrevistas? 1000 ou 600? O freguês escolhe ao final... 400 entrevistas de sobra, para se escolher os questionários cujas respostas montem números "adequados". Esse é o Vox Populi do senhor Marcos Coimbra.

Não, os problemas ainda não acabaram. O estatístico responsável pela pesquisa também é motivo de irregularidade na ação proposta pela dita coligação: o registro do profissional citado é da 5ª Região do Conselho Regional de Estatística (CONRE) que abrange os estados da Bahia, Minas Gerais e Sergipe. Ocorre que Campinas está situada na 3ª Região do CONRE e determina a lei que profissionais de estatística só podem trabalhar na região na qual estão registrados. Vamos repetir o "oi, oi, oi"?

Por fim, destaca ainda a ação, que “a empresa contratada para a realização da pesquisa, não é registrada no Conselho Regional de Estatística da Região na qual atua, ou, ao menos, na 3ª Região, cuja jurisdição abrange o Estado de São Paulo”. Ressalta o advogado que a divulgação da pesquisa, cujo registro considera eivado de irregularidades, macularia "de modo irremediável o pleito eleitoral de Campinas" , o que geraria "desequilíbrio na intenção de voto de seus eleitores e munícipes, o que deve ser pronta e imediatamente coibido pela Justiça Eleitoral”.

Falta recato. Falta vergonha na cara. Falta respeito à legitimidade de um processo que, por se dizer democrático, deveria ser nivelado pelo mais alto decoro, e não por essa bandalheira chamada "pesquisa eleitoral" elástica. Falta honestidade. 

Eu gostaria de ver a exploração política desse caso, sim. Porque é simples - e sou adepta do princípio da Navalha de Occan - imaginem uma pesquisa FAJUTA dessas, com tanta irregularidade gritando na cara da Justiça Eleitoral, sendo operada por ADVERSÁRIOS DO PT? Um escândalo internacional seria montado por eles, que sabem fazer um oba-oba como ninguém. 

O PT em todo o Brasil precisa de números favoráveis, nessa semana. São as tais pesquisas-vacina, porque na semana que vem, com o núcleo duro do mensalão sendo julgado, evidentemente que não haveria, em se tratando de lugares onde sabe-se fazer campanha eleitoral, clima algum para um crescimento de candidato que seja do partido do José Dirceu. Nesse quesito, enquanto o Brasil inteiro acompanhava um troca-troca de prefeitos nesse município por causa de inúmeros escândalos de corrupção envolvendo o Dr. Hélio, do PDT, e seu vice Demétrio, que é do PT, o próprio Lula e seu coordenador intelectual de maracutaias, o Dirceu, saíram em defesa da permanência dos seus corruptos de estimação à frente da Prefeitura da cidade. José Dirceu, o chefe da S.O.C, pousou em Viracopos para, pessoalmente, tecer loas e boas à honestidade e necessidade de permanência da corrupção por que passava a administração pública. Previsível que o PT precise, e muito, de números elásticos na penúltima semana, para induzir a população ao erro.

Para mim, o que fica com clareza de água mineral na fonte é que esse pessoal de institutos de pesquisa como Vox Populi tem que ser combatido. Trata-se de manipulação da vontade do eleitor, abuso de poder político, sob o biombo de "instituição de pesquisa". Vox sem populi, vox sem Dei. Vox apenas com bolso.

8 comentários:

  1. Vox Diaboli....

    Chamei lá em casa.

    Bj

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  2. Panfleteira do PSDB

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    1. Fiz questão de publicar o comentário. Por quê?

      1. Tenho tracking com identificação de IP, coisa que semi-analfabeto não percebe nem pelo aviso que há na coluna à esquerda da página e

      2. Adoro petista sem argumento. Desculpem o pleonasmo...

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    2. Aposto que o anônimo acima assinou a listinha do Zé Dirça...

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  3. Já que o energúmeno é pago pelo pt para a planfletagem de bueiro, julga que os que os discordantes dos métodos esgotosféricos deles, são do Psdb.

    São sujos, burros, analfabetos e mal paridos.
    FRACASSADOS, que não fosse o ANALFADELTA, estariam nas ruas vendendo tranqueira para sobreviver.

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  4. História exemplar (mais uma da Vox Populi). Vou citá-la em meus cursos, na parte de Amostragem e Estimação.

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    1. É didático, mesmo, professor Crusius. Me lembro de Mário Covas que dizia que o povo não vota errado, apenas não tem a devida informação. É com isso que os desonestos contam.

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    2. Verdade, Regina. E é um duplo problema. De um lado, a ausência de informação, que resulta em uma ignorância passiva, do idiota feliz em sua idiotia. De outro, a informação não verdadeira (não necessariamente falsa), que gera a ignorância militante: a desinformação. Não por acaso a desinformação é o MO essencial do projeto petista. E é no interior da desinformação que as vox populi da vida operam.

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