sábado, 15 de dezembro de 2012

CAI A NOITE



Agora as tuas mãos poderiam ocultar
- meu corpo
Pois tuas mãos sobre mim ao todo
Me descobrem
E de tudo a ti fazem-me pertencer;

As tuas mãos reúnem minhas margens
Em força e alegria, nestes lentos e vivos
- atrevimentos ágeis.

Agora, como não estão comigo 
- as tuas mãos
Guardo em mim a tua fala e eu sei,
Ao dizeres "sonha com nós dois" 
- até "tu, tudo podes"
As tuas mãos são de mim mesma um espelho 
- profundo, quando me percorrem;

Pois tudo sabem os teus dedos me fazer
Nos instantes em que para teu prazer, 
- inteira, tuas mãos me desfazem.

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