quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

CAI A NOITE




Na primeira noite tu me beijas
No dia seguinte - sorrindo
- tu me chamas
E para sempre em ti me prendes
Nada tenho a ganhar
E em ti sou demasiado forte
- para perder
O que perdura, somos cúmplices
De sobreviver, renascer.

Em que pensas no espaço diminuto
De um suspiro?
Eu penso no primeiro beijo que me deste
Como arabescos de um caleidoscópio
Explosão de luzes num minuto
No teu olhar que conheço de cor
Que me entontece, num arrepio.

Então todas as manhãs trazem
- as manhãs
Em que me acordas com o som
- dos teus lábios ao sorrires
E me dizes "bom dia" bem antes
- de teus olhos abrires.
Todas as noites trazem as noites
Que nas tuas ternuras
- em ti me esqueço
E dizes "boa noite" bem depois
Que acolhido em mim,
- eu te adormeço.

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