quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

CAI A NOITE


A solidão são duas;
Habitada de multidão - e sons desiguais
Opressiva cercada por um muro proibido
[que revisito em oração]
De males que insistem em nos rodear
Deixa essa ausência povoada pelo tempo
- conjugado
[Coberto da distância que não passa]
Abrigada em qualquer instância
- da minha mente até o meu coração;

E a saudade faz-se presença inteira
À espera do teu sorriso terno
[que me abraça em teus lábios]
Que anseia pelo silêncio leve
[que me grita em teus braços];
A solidão são duas, 
Vividas dentro e fora de mim
Encarnada sob a minha pele
- que é tua
Desassombrada por tua palavra
- vibrante, que é minha
tanto mais a dizes e me preenches,
[calmo, alimentando-me, presente]
dos teus carinhos, sob o meu amor
- constante, que é teu;

Quanto mais me tomas em teus afetos
[e cuidados tais]
Tantos mais me dás quanto cresço mais,
Quanto mais ofereço-te tenho de ti tanto mais
- jamais esqueço-te!
Então é uma, esta solidão rebenqueada
desaparecida de dores tais
Quando então o teu rosto me envias
E em ti faço-me só alegrias,
- apaziguada!

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