quinta-feira, 28 de março de 2013

CAI A NOITE


Na multidão de todos os espaços
- eu te vi
Sob possibilidade da chuva fina
Nos instantes das tuas viagens
No fundo de uma tarde
- entremeio à tuas paragens
Ao som de todos os risos
Foi em teus braços disponíveis
- Que renasci.

Do teu olhar calmo
- e eu me sinto leve
Do teu voto de me conduzir
- e eu me sinto desmedida
Tu vieste, reunir a vida
Do teu fogo o frio se cobriu
- e sobrevive à despedida.

Se eu te tenho contra tudo
- o que é ilusão
Tu crês na imortalidade
- do meu coração;
Se eu te elevo acima
- do que se esquece
Tu tens certeza de mim
E tu tens razão.

1 comentário:

  1. Belíssimo poema, Regina. Começa com uma imagem lindíssima ("Na multidão de todos os espaços" é muito bom!) e encerra com uma maravilha: "Tu tens certeza de mim / E tu tens razão". Quando te leio, seguido lembro do "Água Viva" da Clarice. Ei, isso é um elogio, tá? A ti e a ela... rsrs

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