sexta-feira, 24 de maio de 2013

CAI A NOITE


No primeiro dia chamaste-me tua
Éramos dois num único tesouro
No segundo dia tu me viste
- Já éramos um 
Vestidos com o teu olhar de outono.

No terceiro dia rompemos a noite
Com a luz que não arrefece jamais
E jamais desde então cessou -
do outro habitado
- o nosso despertar.

Pelas estações fiéis em sombra ou luz
- que nunca dormem
Tu misturas a tua carne
Aos desejos do meu sangue
Juntos, abraçamos um poema
A vida inteira é um riso sereno
- Para nós.

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