quarta-feira, 12 de junho de 2013

RAZÕES


Porque não há nem pode haver 
- Uma só razão

Porque libertas minha imensidão Para caber 
Pequena, na palma de tua mão
Porque me chamas, me chamas Não me despeço 
- talvez obedeço

Porque confias plenamente e agradeces 
Eu te entrego 
Todas as horas que nem sabes precisar
Porque dá-me de beber a tua água 
Eu quero morrer de ti em mim

Porque vivo e revivo sozinha 
Tu desamarras de mim a tua eternidade
Porque me confundes com silêncio 
Eu te desconcerto com entendimento
Porque me surpreendes com os teus retratos 
Visto-me de tua imagem

Porque me procuras nas minhas fadigas 
Eu te sufoco com as minhas angústias
Porque provocas minhas dúvidas 
Na soma formidável das horas 
De tua ausência, alimenta-se a minha saudade

Porque sabes da minha necessidade de adorar-te 
- E adoras ser urgente 
Porque me enfureces e me iluminas 
Mas como ninguém eu te conheço 
- e tu como só tu me advinhas

Porque não há nem pode haver uma só explicação 
Não pode nem há outra razão 
Que não tu.

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