quinta-feira, 8 de agosto de 2013

CAI A NOITE


Mais fácil talvez fosse
- perder-me
Ao longe, o navegar distante do escuro
Não fosse essa soledade
De ti povoada, a todo instante
Que me leva a encontrar-te.

Como numa cantiga
Soa o teu sorriso - na alvorada
Teu toque - de estirpe cadenciada -
Os olhos encolhidos entoam
Os ímpetos
- não refreados.

Tu me tomas pela mão
Fita-me os olhos - e os teus lábios
desenham as tuas três palavras
Confias nelas, como uma criança
em seus heróis;

Tiro dos teus os meus olhos
- e miro o horizonte
Vamos mais longe - muito longe.

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