sexta-feira, 29 de novembro de 2013

EU CRITICO, TU CRITICAS, ELE OFENDE. ELES CALUNIAM.


Se há um tema que me deixa à vontade, este é o uso da internet para a crítica, a saber, principalmente, política. Não sou membro de nenhum partido, o quê, por si só, limitaria as minhas escolhas pessoais e opiniões. Sou essencialmente o que Aristóteles definiu como animal político e como tal, faço questão de não dissociar a teoria da ciência política da crítica à (falta e falhas da) ação prática, principalmente nesses tempos de desmandos do PT, o maior inimigo da política pura, da democracia e da liberdade. Sou defensora intransigente do uso do mundo virtual como meio para realização desses debates. 

No início de 2014 completo 10 anos de debate e embate político na web, quase sempre na contramão do senso comum, com opiniões pouco ortodoxas, comportamento que não raro gera antipatia. Comecei em 2004 no Blog do Noblat enquanto foi possível manter um debate interessante naquele "sítio" até mesmo com petistas graduados, como era o caso de muitos outros comentaristas de "oposição" que lá frequentavam. 

Até o ápice do mensalão na pré-campanha de 2006, comentava no Noblat e em outros locais como Deadoc, quando, por contar algumas inconfidências e desvios (naturais para um petista) de conduta do Márcio Thomaz Bastos, então ministro da Justiça na condução das "investigações" do escândalo de corrupção no governo Lula, o moderador me bloqueou. Noblat me disse, na época, para pedir anistia ao Zé Luiz, mas leoninamente orgulhosa, agradeci e recusei. Tornei-me Velvet Poison, que deu origem a este blog, que foi anônimo até a derrota de José Serra para Dilma Rousseff, quando decidi contar que a já um pouco conhecida Regina Brasília dos debates políticos no Twitter, era a mesma Velvet/Deadoc. Narro meu "histórico" para os mais novos, que não acompanharam aquele período ou conheceram o blog só agora: é mais uma razão para sentir-me à vontade falando sobre esse tema, pois há 10 anos escrevo mais críticas do que outro tipo de postagem, principalmente no Twitter e na fanpage deste blog, no Facebook. 

No artigo "Twitter: a crítica como vocação", esta que vos fala analisa a tendência daquela rede para a destruição de reputações em 140 caracteres. Sempre defendi que, para compreender e empreender uma crítica com fundamento, e efetivamente se mostrar como pessoa de ideias, é preciso saber, antes, diferenciá-la do ataque. O ataque, por sua vez, dada a intenção de ofender, raramente surge dissociado do trinômio preferido por quem não quer debater: calúnia, injúria e difamação. 

Apesar do recebimento de ameaças constantes, incluídas as insinuações de ataques físicos (arquivadas e com rastreamento integral de IP que o blog possui) deixadas até mesmo em post sem tanta contundência, naqueles de muita contundência contra o partido do Lula, da Dilma, dos mensaleiros e sobre o Governo que tomaram de assalto, jamais incorri em qualquer um dos itens daquele trinômio. Daí porque ameaçam a integridade física. Sabem que, por vias legais, uma tentativa de me censurar jamais seria acolhida. Essa deve ser a principal base de quem pretende emitir a sua opinião, a sua crítica: ser responsável com o conteúdo que escreve, além de sê-lo com a forma. Mas isso não dá em todo mundo. Há os que são irresponsáveis por tendência, e há aqueles que são caluniadores por "profissão".

Não é segredo para ninguém a utilização da internet por exércitos a soldo, montados exclusivamente para caluniar e difundir mentiras. É preciso combater essa prática no campo correto: as vias judiciais. Artistas célebres e subcelebridades, famosos de toda a sorte mas principalmente os políticos são atacados virulentamente com mentiras divulgadas exaustivamente por gente e grupos de má-fé. Há exageros de todos os lados, claro. Tanto de quem promove os ataques como de suas vítimas, principalmente quando são "supostas" vítimas. O caso da ministra lulopetista Maria do Rosário, que acionou a Polícia Federal contra um blog de humor alegando que publicava notícias falsas a seu respeito é um desses últimos. Humor patrulhado, sendo censurado. Também o Lulinha, filho do Luis Inácio, aquele, solicitou abertura de inquérito policial contra difamadores que considerou profissionais na rede. Outra ministra do PT, a Gleisi Hoffmann da Casa Civil, conseguiu que o TRE do Paraná determinasse a remoção do perfil "Gleisi Indelicada" e da comunidade "Gleisi Não" no Facebook.

Alvo da acusação de que estaria promovendo a censura - obviamente pela mesma turma do PT que, conforme contado acima, "censurou" perfis alegando a mesma coisa - o senador Aécio Neves, naturalmente por ser a única alternativa viável de oposição à reeleição de Dilma Rousseff, é a nova vítima constante da ação de fakes criados nas redes sociais para difamá-lo. Pediu à Polícia Federal que investigasse perfis falsos associados à ele, como já aconteceu contra o Deputado Federal Francischini, por exemplo, um caso bem conhecido de difamação, promovido pela turma a soldo do PT, paga pelo Agnelo, governador do DF. 

Quem está nos debates fundamentados na web há muito tempo sabe bem como o PT atua. Suas táticas de guerrilha virtual remontam do tempo do mimeógrafo, que foi quando o conheci e desde então, justamente por conhecimento, posiciono-me contrariamente ao partido da Dilma. A verdade não é o instrumento utilizado para "informar" nas redes sociais e até mesmo via releases oficiais distribuídos para a imprensa. Antes, é a disseminação de mentiras sua expertise, com o único objetivo de difamar e desmoralizar quem ousa ser-lhes contrário.

Há uma linha tênue, principalmente para a militância biliar pró ou contra este ou aquele outro, entre recorrer aos seus direitos contra difamadores e a censura. Do lado de cá dos teclados e das telas dos computadores, o lado de quem escreve, sem receio, muitas críticas, posso afirmar que o único meio honesto de jamais ser condenado numa tentativa de censura é portar-se com sabedoria, inteligência, e correção: criticar com a lógica, com fatos e usando da opinião própria sem ofender, caluniar e injuriar. E sem, jamais, disseminar mentiras.


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