terça-feira, 8 de abril de 2014

A GUINADA LIBERAL DE AÉCIO NEVES


Meados do ano passado, numa conversa informal, sem auditório, câmeras de TV, nenhum jornalista, possibilidade alguma de se estar “jogando para a platéia”, o senador Aécio Neves trocou ideias com alguns colegas, gente experiente no Parlamento e no Executivo, a maioria de viés liberal. E ouviu muita coisa prática, com muita atenção, falando também, evidentemente. Poucos dias depois, numa reunião com a bancada de deputados na Câmara, que aí sim virou notícia, ele reafirmou uma série daquelas ideias, ainda que a imprensa obviamente não tenha noticiado dessa forma. Eu sim, contei  neste post aqui: "Aécio e a oposição nos olhos".  Mas eu não sou jornalista e tampouco da imprensa (portanto, quem é dono da sua livre opinião tem a liberdade de dizer verdades, e o poder de narrar os fatos realmente importantes conforme acontecem, já que não vive sob ordens editoriais de interesses diversos). 

A partir desses episódios passei a defender Aécio. Foi a sua clara disposição liberal, certo de que é este o único caminho capaz de combater a demagogia populista do lulodilmismo que arruína o Brasil, que me convenceu. Eu afirmo desde então – apanhando principalmente de uma “oposição de redes sociais” que se mostra arrogante por menosprezar informações de outras pessoas que desmintam suas teses,  que é até certo ponto virulenta e que, pela teimosia em não abrir a mente e ver o óbvio (a análise de discurso) é igualzinha à esquerda bitolada – que o caminho das políticas econômicas de Aécio Neves seria exatamente este que Rodrigo Constantino narrou com uma maestria que o próprio partido do candidato de oposição à Dilma Rousseff não o fez até o presente momento (o release do PSDB parece matéria de jornal “isenta”, que tira completamente a força do discurso). No Fórum da Liberdade, Aécio não se furtou em tocar em pontos ditos polêmicos, fora da agenda politicamente correta imposta - e que vigora. Defendeu  o livre comercio nas fronteiras, a redução da maioridade penal, a redução dos ministérios, a meritocracia e o empreendedorismo, com firmeza e convicção.

Independente da platéia desse dia 7, que era de liberais evidentemente, este é um caminho sem volta. A partir do momento que Aécio Neves faz afirmações como essas, não há retorno. Não foi um discurso eleitoreiro. Ele mostra, pela coragem dos temas abordados, que não são de fácil consumo popular, que antes de querer ser presidente por qualquer outro motivo, Aécio internalizou a principal razão, a que realmente interessa a todos os brasileiros: é preciso vencer o PT porque ele é tremendamente nocivo para o Brasil. É imperativo encerrar o ciclo do PT não apenas para mudar o tutor. Mas para a acabar definitivamente com a tutela. 

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