sexta-feira, 19 de novembro de 2010

OS AIESTÉTICOS II


Nesta singela jornada pelo mundo dos vinhos vale ressaltar, antes de mais nada; O melhor vinho do mundo é aquele que eu gosto! Muita calma nessa hora, vou explicar. O gosto e o paladar de cada um é lapidado pela referência gustativa ao longo de uma vida de experiências de coletar dados prazerosos. Dados que são armazenados no cérebro e ativados quando as papilas gustativas identificam sabores que já qualificamos préviamente como saborosos. De que adianta qualificar um vinho como o “melhor do mundo” se eu não gostei dele? Pagar U$ 5000 por uma garrafa de Chateau Petrus 1993 pode parecer heresia, para alguns e pode parecer uma mera conseqüência para outros. Fato, meus amigos é que o vinho bom é aquele que estamos bebendo. Pois escolhemos este vinho com os nossos poucos ou muitos conhecimentos.

Os Acadêmicos, Enólogos e Sommeliers vão torcer o nariz e sinceramente nem ligo. Eles sabem que tenho razão. Existe então um mercado que vai empurrar determinados tipos de vinho para você, vinhos que você não conhece e vai pagar um preço bom para consumir.
É aqui que mora a graça de gostar de vinhos. A oferta é enorme e a variedade de preços maior ainda. Nos, consumidores vulgaris garimpamos vinhos nos mercados da vida e em algumas oportunidades encontramos o que queremos; Um bom vinho com um preço decente. Resumindo isso a custo-benefício. Simples assim.

No artigo anterior frisei a importância do vinho para a saúde, falei também que o produto tinha que ser honesto, também falei que em alguns casos deparamos com vinhos nas prateleiras que são pomposos, caros, e aparentam uma coisa que não o são. Que fique claro aqui, vinho bom não precisa ser caro.

Então vamos ás Uvas. São literalmente centenas de tipos de uvas cultivadas pelo mundo afora, e vou limitar o nosso estudo aos tipos que vemos com maior freqüência.
Começamos pelos Tintos;
Cabernet Sauvignon é uma uva originária da França, que encontrou bons solos no continente americano, tanto na America Latina como na Califórnia. Tem coloração rubi escura com tons de amora.
Merlot também é uva originária da França que cultiva bem no mundo inteiro. Tem coloração roxa, toques de sabor groselha, amadurece rápido.
Malbec Originária da França, tem baixo teor de ácido, de coloração rubi clara e paladar de amoras.
Syrah vem do oriente médio e é de cor negra, com paladar de amoras com pimenta branca.
Envelhecem bem.
Pinot Noir. É uma uva originária da região de Champagne e é a uva do Burgundy. Considerada a grande rainha das uvas, difícil de cultivar mas que encontrou bons solos no Chile e na Patagônia. É de cor vermelho escura, com sabor framboesa amadeirada. Envelhece maravilhosamente bem.
Carmenere; a Uva Carmenere é de difícil cultivo originária de Bordeaux que encontrou um belo solo no Chile. Parece que o Carmenere é uma mutação do Cabernet Sauvignon.
Tempranillo é da Espanha, tem comportamento ao do Pinot Noir, sendo o paladar mais para morango e a cor um pouco mais clara.
Gamay; a Uva Gamay é a dos vinhos Beaujolais com paladar de cereja, mais claros e amadurecimento rápido.
Touriga Nacional é a uva do Vinho do Porto, rico em frutas vermelhas, rica em Tanina e de cor vermelha escura.

Mais adiante falo de outros tipos de uvas, dos híbridos e das misturas (varietais). Com a informação dada até agora já dá para dar inicio á busca de um bom vinho no mercado local.

A vasta maiora de nos compramos vinhos nos supermercados e é ali que vou concentrar o nosso estudo. O que nos é ofertado nos supermercados são vinhos produzidos no nosso continente, a maioria. Ainda temos uma boa oferta de vinhos da África do Sul, França, e Austrália. Do nosso continente destacamos o Chile e a Argentina como os grandes produtores e num grau menor Uruguay e Brasil. Pelo menos é o que as prateleiras dos mercados me diz.

Quero aqui tentar ajudar á fugir do óbvio e auxiliar na escolha mais ousada, sem pesar no bolso.

Mas afinal para que isso tudo? Pois é, para mim a vida de Aiestéta é difícil, juntar bons amigos para um jantar bem preparado, regado á bons vinhos e papos intermináveis é dessas coisas que a vida nos proporciona e que ninguém tira da gente. Assim considero importante saber o que estou servindo para os amigos e igualmente importante valorizar o momento proporcionado. Isso inclui saber o que esta se servindo em termos de vinhos. Pois a escolha é bom ser compatível com esses amigos e tenho certeza de que eles se sentirão honrados com boas escolhas.  

Um abraço,


4 comentários:

  1. Putz...Renato Machado perdeu a boquinha na CBN. Muito bom artigo.

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  2. Parabéns,Lunarscape! Vc está nos dando maravilhosas aulas sobre vinhos!
    Mto bom! Obrigada!

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  3. Valeu amigo, agora rs rs rs rs o Renato Machado sabe MUITO de vinhos, o "cara" é uma assumidade.

    Lunarscape

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  4. Amiga Zinha, é exatamente isso, escrever sobre um tipo de prazer cotidiano, que seria dividir um bom vinho com amigos. Sem ser hedonista rs rs rs rs rs

    Lunarscape

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