terça-feira, 15 de novembro de 2011

CAI A NOITE


O que tu gostas dizes-me sempre
Saber que me fazes bem
Agrada-te, agradando-me
Da intimidade que criastes
Por ti, de ti sobre nós tu gostas

   O que tu gostas perguntas-me sempre
   Para que eu fale de ti, para ti

   Como te vejo belo e seguro
   Sobre ti mesmo comigo muito aprendes  

O que tu gostas conto-te sempre
Comigo tu te sentes bom e encontras
Motivos para falares com alegria para mim
"Amo amando-te" é o teu jeito
Amando amar-te o meu de volta

   Do nosso jeito tu nunca temes
   Não nos abandonamos jamais e podemos
   Sentir saudades a qualquer hora

   Dizendo-o ou não

Desvendado o segredo de tudo, o mais
Encontra-se no fogo e no furor
Que nos traz a conjugação do verbo
Juntos o conjugamos. "Conjugamo-nos".

   O que tu gostas a qualquer tempo 
   Tomas de mim, sempre
   Sou. Entrego-te. Faço.
   E tu gostas.

4 comentários:

  1. Delícia! O vai-e-vem do movimento pontuado na última estrofe ficou um charme à parte.

    Parabéns!

    Abraços sempre afetuosos.

    Fábio.

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  2. Café com leite, esse poema.

    Eu explico:
    Combinação perfeita de quereres...

    Um abraço!

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  3. Maravilhoso. "E tu gostas". Ufa!

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