domingo, 4 de março de 2012

CAI A NOITE


Meu Semeador de Espíritos

Ensina-me a revelar-te sem reservas 
As sensações que tu me consagras 
Entregar-te-ei em gestos e poemas
A imensidão das emoções 
Que em meu peito instalas 

Meu Guardião de Encantos
Mostra-me como desfaz-te das sombras
Nos lados da luz que tu desprendes
Devolver-te-ei em perpétua aurora
O radioso horizonte
Que aos meus olhos estendes

Meu Mestre de Sentidos
Tange-me a confiar-te as defesas
Do teu fogo nu com que tu me devoras
Dar-te-ei em grito de febre e força
O êxtase incontido
Que em minha carne exploras

2 comentários:

  1. Que poema maduro! Regina, você está com o domínio da palavra. Você está domando as palavras e elas, agora, passam a dizer exatamente o que você quer que elas digam. Arte de poucos. Parabéns!

    Abraços sempre afetuosos.

    Fábio.

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  2. Será que comecei a aprender, Fábio? Sem querer? hehehe. Vou sequestrar o tempo, como é dito no post "É tudo ladeira", para dar um jeito de arrumar algum, para estudar esse negócio. Quem sabe...

    Obrigada pela visita e comentários, sempre. Abraços ao Casal.

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