quarta-feira, 13 de junho de 2012

CAI A NOITE


Pensas-me como tua ilha, e sou
Límpida, pequena e povoada apenas de mim
Teu ansioso lugar, o horizonte de uma não-procura 
Nada extenuante, sem urgência em delicadeza 
Amiga, companheira e cúmplice certeza 
Do conforto de ali estar... refugiar. 

Fazes-me como tua luz, e sou 
Intensa, amante e amada apenas parte de mim 
Teu incandescente brilho, o espanto das sombras 
Que se derramam, sem assustar, pelo chão 
Louca, própria e quente no seio 
De olhos fechados a servir-te... altar. 

Lembras-me como a tua ciência, e sou 
Inquieta, ávida e redescoberta inteira de mim 
Nada surpreendente, sem perigo em tranquilidade 
De teus saberes de mim dos meus sabores, já teus 
Líquido, vaporoso e sólido entendimento 
Do que apenas sou aos teus olhos... amar. 

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