domingo, 30 de setembro de 2012

CAI A NOITE



O que é isso que continua, assim, 
- nessa não-pressa
Em instantes serenizados do meu espírito
A perfazer o caminho 
- que ninguém sabe, se percorrido
É traçado de perto, os olhos sequestrados
Marca-se nas carícias do encanto
De se medir com toda fiel ternura
- qualquer encontro.

Aprendi que nada veio em fumaças
- nem no vento
A tumultuar o meu instinto aberto
Percorrendo algum rumo incerto
De só um de nós dois 
- que há de partir
Esse tempo que me possui é o desejo doido 
- de contar-te
Nas incertezas da noite, nas nuvens
Dessa saudade que já não tem fim.

Agora eu sei que esta ausência 
De uma nobre altivez tingida 
É andar de longe, os olhos fugidos 
Eu o sei, a coragem daquela saudade 
- abriga-se
No instante incensante do milagre 
De se transportar para qualquer lugar
E é assim, nesse reencontrar purificado
Que tu me fazes sorrir, levitar
- A te desejar.


1 comentário:

  1. POEMETO,MEIO SEM JEITO
    Ou ARPEJOS (Para um rainha) DE POLIVER

    Quando quiseres me ver,venha.
    Mas venha nua.Nua de teus preconceitos
    Nua dos teus antes aceitos
    Nua dos teus rejeitos
    Nua até dos teus direitos
    Posto que direitos não já são
    São trejeitos de tuas incertezas
    Se queres me ter, tenha.
    Mas me tenha nu.Nu de meus preconceitos
    Nu do antes aceito
    Nu até de meus direitos
    que direitos já não são
    São só os trejeitos de minhas certezas
    Das incertezas de meus rejeitos
    Vamos e venhamos só com nossos desrespeitos
    O meu e o seu ser sem respeito
    Mudados pelos pré e pós conceitos
    Venha com seus abertos peitos
    Não abertos pelos seus jeitos
    Mas abertos pelos meus feitos
    Você, para mim, agora, aceito
    Eu, por você, agora feito.

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