terça-feira, 27 de novembro de 2012

CAI A NOITE


Onde os espelhos se iluminam
Refletindo nossos corpos 
(quando embaçam)
Teu gosto possui o meu
Meu cume possui a tua altura
Vestida do teu desejo
Quando penetras em mim.

Em mim teu sangue navega
Quente corrente a remar seguro
Sou teu leito, lençóis alvos a repousar 
- tranquilo.

Eu sou a sede e tu és a fome
Somos a sorte de poder nos ver
Neste espelho constante de confiança
Somos nossos contrários 
E a nossa semelhança.

- Nada tenho 
Que não me possam tomar 
Menos o que renasce de ti 
O sabor, o desejo, lágrimas 
e o sangue a correr - ninguém me subtrai
O ar de (te) respirar em mim 
O edifício vivo das palavras erguidas
- E o teu eterno sorrir.




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