segunda-feira, 18 de março de 2013

CAI A NOITE



É o oposto de não ver-te 
Os meus lábios ensaiam 
Com que instantes daquela paixão,
- Descrever-te 
Os teus gestos leves 
O sorriso largo, a tua fala calma 
É o som que ainda não cessou,
- Receber-te.

Por vezes visto-me desta tua imagem
Sinto-te em meu esquecimento,
- E estremeço
Carrego-te sob este arrepio
Na minha pele - que é tua
Porque agora tu estás em tudo que há
Vejo-te em minha própria face,
- E eu me reconheço.


(Ilustração: Nude Male Thinking, by Thomas Labuschagne)

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