sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

VIDA, VALOR ABSOLUTO



A vida é o único valor absoluto da existência humana. É pressuposto, meio e fim de todos os valores relativos, os quais, em confronto com a vida, devem ceder.

Não há nascimento sem vida, não há inteligência sem vida, não há crescimento sem vida, não há desenvolvimento sem vida, não há riqueza sem vida, não há pobreza sem vida, não há liberdade sem vida, não há igualdade sem vida, não há fraternidade sem vida, não há pessoa sem vida, não há família sem vida, não há sociedade sem vida, não há estado sem vida, não há paz sem vida, não há guerra sem vida, não há saúde sem vida, não há doença sem vida, não há concepção sem vida, não há morte sem vida... Não há nada humano sem vida.

Meditando, pois, acerca do absoluto valor da vida, nesta ocasião anual em que os cristãos de todos os quadrantes celebram o Natal do Senhor Jesus, quando os meios de comunicação de massa não se cansam de explicitar a felicidade proporcionada pelo consumismo exacerbado de tudo que o homem conseguiu elaborar racionalmente para o seu deleite material, surge para mim uma mescla de questionamento, irresignação... repulsa diante de uma das formas mais abjetas de guerra diuturna contra o valor absoluto da vida: o aborto.

Por quê, nestepaiz, país mental que açambarca o designado Brasil, indivíduos, expressões culturais, agrupamentos de militância, partidos políticos, representantes governamentais etc. situam o aborto exclusivamente como um pretenso direito incondicionado da mulher sobre o próprio corpo? Por quê, para tais, o suposto direito de extinguir a vida em gestação é pressuposto, meio e fim para a felicidade da mulher? Por quê, para tais, a vida do ser humano, ab initio, não justifica a dignidade valorativa em si? Por quê a suposta vontade de disposição da mulher sobre o próprio corpo físico se sobrepõe ao absoluto valor da vida humana em todas as suas dimensões?

Por quê os sequazes abortistas comemoram o Natal do Senhor Jesus, enquanto o matam diuturnamente?

São essas e tantas outras indagações congêneres, para as quais só tenho uma só resposta: abortar uma vida humana extingue a matéria e o espírito, a razão e a fé, o direito e a moral, o princípio, o meio e o fim; torna o homem mero aglomerado insubstancial e disforme, o qual pode ser qualquer coisa, sem nenhum valor.


6 comentários:

  1. O Recém-Nascido Emanuel veio ao mundo para que "todos tenham vida plenamente"; está escrito em seus ensinamentos.
    É tão difícil assim aprender?

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  2. O aborto em si caracteriza uma irresponsabilidade. É uma prática de uma pessoa irresponsável, mal orientada, mal formada, mal preparada para o mundo e para a vida.
    Nada de bom pode ter na cabeça uma pessoa que pratica o aborto, afinal essa pessoa é irresponsável, carente de valores e sobretudo egoísta.
    A vida do feto não lhe comove, que triste!
    Os atuais governantes brasileiros ao promoverem o aborto com a cínica alegação de que estão proporcionando à mulher o seu direito de escolha, caem na irresponsabilidade de apoiar os piores instintos humanos.
    Não me surpreende tais atitudes, pois o que se vê hoje em dia é uma total inversão de valores e costumes, uma bandalheira generalizada, um caos moral e ético que só me faz atentar cada vez mais para o fim da organização de nossa sociedade, que se aproxima.
    Estamos recuando e não se sabe onde isto vai parar, o risco de ir à barbárie é grande e assustador.
    Salve-se quem puder!
    Aos que têm juízo, olhos abertos diante de tanta adversidade!
    Abraços,
    Ceci
    Natal-RN

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  3. "Eu vim para que todos tenham vida, plenamente", disse o Senhor Jesus. Estamos com Ele, não com os canalhas.

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  4. Amém!

    Estamos aqui contigo pela primeira vez.

    Agora, assim como a Velvet, você também brinca com chapéu? Vi sua foto...

    Vou começar a chamar vocês de o Blog do chapéu (rsrsrsrs).

    O post está ótimo! Gosto da maneira como você escreve e defende seus argumentos.

    Estamos juntos contigo.

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  5. A defesa do aborto é a promoção da morte, por meios politicamente corretos.

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  6. Coomo podemos propagar tanto as concições infantis se covardemente damos impulsos a execução de aborto. Não é possivel receber o carinho de uma criança, aplaudir qualquer uma de suas manifestaçõe se não temos pejo de concordar que um feto seja prematuramente expelido

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